Como aumentar a autoestima e fortalecer seu amor próprio

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Como aumentar a autoestima e fortalecer seu amor próprio

“Envolver-me com alguém é muito difícil. Não me sinto digno de ser amado”, afirma um contador. Uma dona de casa, mãe de dois filhos, diz: “Parece que não sou o bastante. Por mais que me empenhe, sinto que não sou boa o suficiente”. Um adolescente pergunta a um amigo: “Por que eu acho que nunca serei capaz de fazer as coisas funcionarem da melhor maneira na minha vida?”. Já uma professora revela: “Sei que saio com homens que não me merecem, mas não consigo fazer diferente”.

Provavelmente você já ouviu alguma afirmação parecida com essas ou então você mesmo se pergunta em várias ocasiões como romper o ciclo de comportamentos autodestrutivos causados por uma autoestima negativa.

Ter um autoconceito negativo e não confiar em si mesmo influencia todos os aspectos da vida, desde o trabalho, até o amor e as relações familiares. Isso acontece porque as reações aos acontecimentos cotidianos, assim como os dramas e sofrimentos, são reflexos das visões que cada pessoa tem de si.

Pensando por esse ponto, a autoestima pode ser a chave para obter sucesso ou para acabar no fracasso, pois os julgamentos que uma pessoa faz de si mesma são muito importantes para sua existência. Um convite que eu te faço agora: vamos entender melhor o que é autoestima?

Afinal, o que é autoestima?

Bom, aqui é importante frisar que autoestima é bem diferente de uma postura narcisiva, egocêntrica (quando se imagina que o mundo gira ao seu redor) ou que permita se colocar superior às outras pessoas. Na verdade é mais simples e muito mais que isso.

A autoestima é a soma de dois componentes: o sentimento de competência pessoal (autoconfiança) e o sentimento de valor pessoal (auto-respeito). Ela reflete a sua capacidade de entender e lidar com os problemas, de defender os seus desejos e necessidades, de sentir-se ajustado à vida, de ser seguro e merecedor de abundância.

Desfrutar de um bom nível de autoestima é vivenciar a autoconfiança intelectual e a certeza interior de que se é merecer do que há de melhor no mundo. Mas infelizmente um grande número de pessoas não se sente assim.

Muitos sentem-se inadequados, inseguros, culpados, insatisfeitos e com uma eterna sensação de não serem bons o bastante. Apesar de tais sentimentos nem sempre serem reconhecidos no começo, eles existem e afetam a visão feliz que é preciso ter de si próprio.

Julgar com severidade as próprias ações e não ter compreensão e compaixão apropriadas consigo mesmo leva a questões como ansiedade, medo de intimidade e de ser bem-sucedido, depressão, abuso de drogas lícitas e ilícitas e imaturidade emocional. Entretanto, todos são capazes de desenvolver a autoestima por meio da certeza de que se é capaz e merecedor da felicidade de uma vida autoconfiante e otimista.

É aumentar a própria capacidade de ser feliz e de estar melhor equipado para lidar com as adversidades do dia a dia. Quanto maior a autoestima, mais inclinados os indivíduos estão a tratar o próximo com respeito, benevolência e boa vontade, pois o outro não é visto como ameaça.

Autoestima é o que eu penso sobre mim mesmo e não o que o outro pensa e sente sobre mim. Vamos analisar quando você era criança. Sua autoconfiança e auto-respeito foram fortalecidos ou não pelos adultos ao seu redor? Você foi incentivado a confiar em si? Foi uma criança valorizada e respeitada?

Fato é que independente da sua criação, quando se torna adulto a responsabilidade pelo próprio desenvolvimento e amor-próprio é somente sua. Por isso não adianta ser amado pela família, cônjuge, amigos e colegas de trabalho se a pessoa em questão não conseguir amar a si mesma.

Ter uma autoestima positiva é um processo individual e de responsabilidade de cada um. Você gostaria de melhorar a sua autoestima? Então se pergunte: “Estou vivendo conscientemente?”. Ver a autoestima dessa maneira é ter uma mente que confia em si, entendendo que a verdadeira natureza não é competitiva e nem comparativa.

Viva conscientemente

 

E aqui está algo que gosto de abordar com amigos e em palestras. Muitas pessoas, a grande maioria talvez, tem deixado a vida passar como um hamster correndo em sua rodinha. Fazendo movimentos, gastando energia, mas sem chegar a lugar algum. Algo que me alimenta todos os dias é saber que o que faço gera impacto determinante nos rumos de minha vida, seja pessoalmente ou profissionalmente. É este nível de clareza que precisamos ter.

É preciso escolher diariamente o nível de consciência que se quer “funcionar”. Ou seja, cada um decide o que vai pensar e o que não vai e também qual será o nível de esforço mental dedicado às suas escolhas. Em qualquer situação, cada indivíduo gera um estado mental que afeta os próprios atos, propósitos, valores e metas. Viver conscientemente é prestar atenção ao que acontece internamente para então poder trabalhar diariamente a sua melhor versão.

Reconhecer e estar consciente dos seus medos, desejos ou negações é tirar a vida do piloto automático. A escolha de começar a trabalhar a sua autoestima irá afetar a sua capacidade de reagir ativamente às oportunidades de trabalho, amor e lazer, por exemplo. Além de te ajudar a ter mais serenidade de espírito para desfrutar da existência da melhor maneira possível.

Trabalhando o autoconhecimento

Certa vez, quando ministrava um curso a uma plateia de trinta pessoas, falei sobre como um processo de Coaching e terapias como a psicanálise podem permitir que as pessoas se conheçam profundamente. Em seguida, quando um dos participantes passou por algumas sessões de Coaching, escutei ele me dizer: “Rodrigo, quando você disse que precisamos nos conhecer na sala de aula, pensei que isso não era necessário, pois, afinal, eu eu já me conheço. Porém agora, depois deste mergulho interior, posso dizer que realmente temos muito a conhecer sobre nós mesmos”.

Compreender o seu íntimo é saber suas fragilidades e limitações. O autoconhecimento é o primeiro passo para uma mudança comportamental, pois como mudar sem reconhecer o que realmente precisa ser transformado? Fazer uma profunda análise de si mesmo é começar a ter atitudes de desenvolvimento interior. Algumas dicas para te ajudar no seu processo de autoconhecimento:

1)    Pratique a atenção plena, ou seja, analise rotineiramente e incansavelmente a si mesmo em cada ação, pensamento e sentimento. Isso exige esforço e grande força de vontade, mas é de extrema importância atentar aos seus padrões de comportamento.

2)    Interiorize-se e saiba enfrentar o seu mundo interior, analisando e reconhecendo a natureza dos seus sentimentos, sem negar aqueles de vibrações mais baixas ou até mesmo os destrutivos. Só assim pode-se abrir uma porta para ter mais autocontrole e iniciar um processo de mudança. Estude suas reações perante a vida e indague-se sempre. Por exemplo: um colega ou gestor te chama de incompetente e você acaba perdendo a cabeça. Pergunte-se então se você é realmente incompetente, por que sentiu tanta raiva e o que está por trás destes sentimentos.

Como disse a educadora Ermance Dufau: “Não existe felicidade sem pleno conhecimento de si mesmo. O mergulho nas águas abissais do mar íntimo é indispensável. E a convivência nesse contexto é a Escola Bendita. Saber os motivos de nossas reações frente aos outros e entender os sentimentos e as ideias nas relações é preciosa lição para o engrandecimento da lama na busca de si próprio”.

Um guia de três passos para melhorar sua autoestima

Depois de prestar mais atenção no seu dia a dia e à forma como você trata a si mesmo, que tal colocar em prática os três passos abaixo?

Seja Gentil com você

Você precisa parar de se criticar de maneira implacável. Se por vezes você tenta compreender os outros, qual o motivo de nem sequer tentar se aceitar? Isso não significa não identificar defeitos e reconhecê-los para conseguir melhora, por exemplo.

Mas, viver conscientemente é compreender que as críticas só geram acusações e culpa, que não são caminhos para mudanças significativas. Por que dizer “Sou muito burro” ao invés de ser gentil consigo e pensar coisas como “fiz aquilo pois sou uma pessoa impulsiva, mas posso procurar não repetir”. Entenda que bons pensamentos desencadeiam mudanças positivas.

Mude seus padrões de pensamento

Esteja atento aos pensamentos assustadores que costumam minar a sua autoestima. Quer um exemplo? Você tenta ligar para sua namorada, ela não atende. O celular está fora de área. Aí você começa a ter certeza que algo grave aconteceu ou que ela está com outra pessoa.

Preocupar-se com a pessoa amada é saudável, mas pense: o que eu faria caso um amigo estivesse nessa mesma situação? Provavelmente o tranquilizaria e iria fazer o máximo para ele não ser pessimista, certo? Sendo o seu melhor amigo, por que não fazer o mesmo consigo? Não crie os piores cenários sempre! Trate a si mesmo com a mesma gentileza que você dedicaria a alguém querido.

Faça o exercício do espelho

 

Anotou os dois passos anteriores? Então vamos à etapa final, um exercício muito simples e ainda mais poderoso que você pode colocar em prática agora.

Para isso você só precisa ir até um espelho, se olhar, e dizer encarando o fundo dos seus olhos: “Eu te amo. Eu amo você (fale seu nome completo). De verdade. Você está crescendo, está cada dia mais incrível, você é muito maior que seus problemas. Eu te amo porque você é um ser completo e merece todo o amor do mundo!”.

Pode parecer bobo ou muito difícil começar esse exercício, mas decida deixar suas crenças limitantes de lado e experimente tentar se olhar nos olhos e conversar com seu eu interior.

Se você fizer essa simples afirmação em frente a um espelho, todos os dias, vai perceber como a sua energia interior e a sua autoestima irão começar a se transformar.

Uma sugestão é escolher fazer isso todo dia de manhã ao acordar para escovar os dentes, por exemplo. Com certeza esse simples passo vai promover um ganho muito positivo em sua autoestima!

O que fazer agora?

Colocar em prática. Sempre que alguém me pergunta porque o Coaching gera resultados tão rápidos na vida de uma pessoa eu digo que é graças a uma fórmula simples: conhecer, se autoconhecer e colocar em prática. A execução é a mãe da perfeição.

Quanto mais você praticar e vivenciar cada passo aqui sugerido em prol do fortalecimento de sua autoestima e amor próprio, mais sentirá o sólido terreno que construirá para si.

E porque não também praticar tudo aquilo que te alimente a alma e o coração? Assistir um filme, visitar um amigo, andar na praia, ler um livro… enfim. Há um ser aí dentro. Sedento por experimentar, conhecer e viver tudo o que há de maravilhoso nessa vida. Olhe pra ele. Olhe pra si. Se ame 🙂

By | 2017-08-17T11:41:34+00:00 Fevereiro 14th, 2017|Categories: Coaching, Desenvolvimento Humano|1 Comment

About the Author:

Palestrante, Coach pela Sociedade Latino Americana de Coaching, analista comportamental e analista de competências pela HR TOOLS, Administrador, especialista em Comunicação e Marketing empresarial, Empreteco, consultor e instrutor do SEBRAE. Atua estimulando o empreendedorismo e com o desenvolvimento de pessoas e empresas por meio de treinamentos e processos de Coaching.

One Comment

  1. Chris Corcino 14/02/2017 at 17:34 - Reply

    Adorei Rodrigo. Penso que a partir do momento em que você se olha, se ama e entende o seu próprio valor, todo o restante fica mais leve e mudamos nosso comportamento para viver socialmente ainda melhor.

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